terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Brasil tem seu pior desempenho na corrida de São Silvestre em 44 anos

A são silvestre de 2017 foi a pior para os atletas brasileiros desde 1973, considerando as provas masculinas e femininas




Neste domingo (31), em São Paulo, o país teve como melhor resultado a décima colocação de Joziane Cardoso em corrida vencida pela queniana flomena Cheyech

No masculino, o primeiro representante brasileiro a cruzar a linha de chegada foi
Ederson Vilela, 27, somente na 12°

Os atletas do país não tinham um desempenho tão ruim na prova desde 1973,
quando o brasileiro mais bem colocado na corrida foi josé Romão de Andrade e silva, 
em 11°. Na época não havia disputa feminina e a prova tinha apenas 8.900 m de percurso 
a distância atual, de 15Km, passou a vigorar a partir de 1991

Foi também a primeira vez desde 2011 que o Brasil não fez pódio levando em conta ambos os naipes
Os cinco primeiros premiados. Naquele ano, Cruz Nonata foi a sexta e Damião de Souza o sétimo

"Para ser sincero, estou Feliz com o meu resultado. No ano passado, eu fui o Sétimo, mas o segundo melhor brasileiro. Neste ano, fui o melhor brasileiro"
disse vilela que viu o jejum brasileiro entre os homens subir para sete anos.

"Mas é verdade também que precisamos repensar as coisas. É muito ruim não ter nenhum brasileiro no pódio
em que pese a força dos africanos", disse o atleta que completou a prova com a marca de 46min55s, bem distante do vencedor Dawitt admasu.

O etíope, que havia ficado com o triunfo em 2014, conquistou o bicampeonato com a marca
de 44min15s em uma corrida disputada sob chuva.

- Precisamos repensar o que erramos para 2018 e colocar algum
brasileiro no meio deles (os africanos). eles têm um número bem maior 
na elite mundial, mas temos alguns talentos também - disse Ederson Vilela
melhor brasileiro 

- Quenianas treinam só para a São Silvestre. Chegamos com uma carga bem grande de competições. Não é justificativa, mas elas estão à frente da gente. Se priorizar mais, fazer trabalho de altitude, vamos conseguir correr com elas e quebrar a hegemonia. Não é impossível - disse Joziane.
- Nesse final de ano chegamos desgastados. Precisamos correr outras provas para fazer um pé meia, mas não podemos sempre dar essa desculpa. Precisamos brigar com eles - completou Ederson.


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